quinta-feira, 28 de abril de 2011

REBECCA BLACK? NEM A PAU


Para Dave Grohl, hoje nos Foo Fighters, e para muitos fás de rock e música pop, o som de rádio do começo dos anos 90 não era nada mais do que uma produção estéril. E em tempos de Rebecca Black, ele teme que tudo piore. "A personalidade humana foi sugada da música popular. Ela se tornou algo tão sintetizado que é duro crer que seja feita por pessoas", afirma Grohl à Spinner, deixando claro que o novo disco dos FF, Wasting light, é quase um manifesto anti-digitalização, por ter sido gravado numa garagem, com tecnologia old-school.

"Com tecnologia digital, você tem possibilidades infinitas. Só que isso rouba a performance e a personalidade. Quis que o disco soasse humano, então iria soar diferente. Queria que o som parecesse com a gente", diz Grohl, que chamou, como é público e notório, o produtor Butch Vig - o mesmo deNevermind, clássico do Nirvana de 1991 - para tomar conta das gravações. O resultado é um disco que a Spinner classifica como o mais retro e feroz álbum da banda em anos.

O curioso é que Grohl não se acha capaz de liderar nenhum movimento pela volta definitiva do rock às paradas, como aconteceu há duas décadas com o Nirvana. "Nunca fomos cool e agora somos essa big band, então certamente não somos cool de forma alguma", afirma, para depois surpreender com uma declaração inusitada que o coloca ao lado de um dos nomes mais pop da história do rock. "Encontro garotos que são dessas bandas underground e sou como Bon Jovi para eles".
Fonte:r7

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