“Senhor Deus dos desgraçados, dizei-me se é loucura ou é verdade.” Antonio de Castro Alves. Que poderíamos aplicar tranquilamente na situação que vivemos no atual cenário televisivo do país.
Esse horário tem poder: 22h15. Começaram nesta mesma hora "Ribeirão do Tempo" e "Tapas e Beijos". No twitter, todos iniciaram as reclamações sobre a emissora de Silvio Santos, alegando que tinha que ter DNA no Ratinho, para entregar com boa audiência para a novela de Tiago Santiago. Não adiantava mais discutir táticas de guerrilha àquela altura, a sorte estava lançada.
Aliás, o Tiago Santiago não deve ser muito criativo: Maria Paixão e José Guerra nos lembram Ana Raio e Zé Trovão. Não dava pra pôr nome de gente normal nessas criaturas?
Os minutos se passavam e o SBT não atravessava os 8 pontos no IBOPE na grande São Paulo, ficando atrás de "Ribeirão do Tempo", que já estendia-se dois dígitos. No Rio de Janeiro, a novela da Record fisgava a liderança da Globo, enquanto que em Brasília e Recife Amor e Revolução chegava a liderança às 23h10. Entretanto todos esperavam mais, assim uma música de fundo com o nome de "Frustração" pairava no ar. Por falar em som, a trilha sonora da nova novela do SBT estava impecável, como prometeu o autor. Cálic - Pitty; Alegria, Alegria – Caetano Veloso; Domingo no Parque – Gilberto Gil; Nossa Canção; deram um tom especial à noite.
Enfim, "Amor e Revolução" não ficou devendo. Mas sabe aquele gostinho que fica na boca após comer um pedaço de ovo de páscoa? Pois é, esperávamos um pouco mais, mas só um pouco.
In memoriam Sérgio Madureira.
Fonte:Rd1





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